MUNDO
Movimento Cristão de Trabalhadores: parar com as mortes em local de trabalho
Paolo Ondarza - Vatican News
Uma emergência prioritária na agenda política. É assim que o Movimento Cristão de Trabalhadores da Itália (MCL) define a tragédia das mortes relacionadas ao trabalho: a cada ano, há mil mortes no trabalho e pelo menos 7 mil em consequência de lesões causadas pelas condições em que os funcionários são empregados.
Suviana: recuperado o corpo da última pessoa desaparecida
Na manhã desta sexta-feira (12), foi recuperado o corpo do último trabalhador desaparecido na explosão da usina hidrelétrica de Bargi, no Lago Suviana, nos Apeninos de Bolonha, na última terça-feira (9), na qual morreram 7 pessoas. Mais de 100 bombeiros, bem como policiais e Proteção Civil estavam envolvidos na busca.
MCL: condolências não são suficientes, é preciso agir
"As condolências após os massacres e os acidentes diários não são suficientes, não precisamos de declarações, mas de ações", disse o presidente do MCL, Alfonso Luzzi, pedindo às instituições, empresas e organizações sindicais que, em uma lógica de corresponsabilidade, deem prioridade real à segurança no local de trabalho.
De Luzzi expõe uma proposta: destinar os lucros do Inail (o Instituto Nacional de Seguros contra Acidentes de Trabalho) para financiar o sistema de segurança. O Instituto, "excelência dentro da administração pública italiana", observa o presidente do MCL, "fecha o seu orçamento todos os anos com significativos superávits operacionais" e está "entre os sujeitos que podem dar o maior apoio", "sem prejuízo de suas obrigações para com os segurados". "Uma maneira poderia ser aumentar os recursos que o Instituto destina anualmente para a convocação do Isi para propostas de financiamento não reembolsável para o reembolso de despesas que as empresas incorrem com segurança. Hoje, de fato", conclui Nuzzi, "pouco mais de 20% das empresas que participam da convocação conseguem acessá-la".
Para manter a atenção em alta, o MCL organizou uma conferência neste sábado (13) em Calenzano, na província de Florença, na região da Toscana, intitulada 'Para com as mortes nos postos de trabalho'.
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