sábado, 23 de novembro de 2024

CARD. SEMERARO BEATIFICA DOIS MÁRTIRES DA GUERRA CIVIL ESPANHOLA

 VATICANO

Card. Semeraro beatifica dois mártires da guerra civil espanhola

Na Catedral da Sagrada Família, em Barcelona, realizou-se a cerimônia de beatificação de Gaietà Clausellas e Antoni Tort, um sacerdote e um leigo assassinados em 1936.

Vatican News

O prefeito do Dicastério das Causas dos Santos, card. Marcello Semeraro, presidiu na manhã desta sábado na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, à cerimônia de beatificação dos mártires Gaietà Clausellas e Antoni Tort.

No decreto, o Papa descreveu a sua história dessas duas figuras com a imagem evangélica do Bom Samaritano.

"Tal como ele, também os dois novos Beatos deram provas de grande caridade para com os mais pobres e necessitados. Assim o fez o Beato Gaietà Clausellas, em quem, como reconheceram, a humildade foi a companheira da sua caridade; assim o fez o Beato Antoni Tort, que gostava de cuidar dos doentes de tuberculose e dos idosos", afirmou o card. Semeraro em sua homilia.

A este testemunho de caridade, ambos permaneceram fiéis, mesmo quando isso punha em risco a sua própria vida. Enquanto era conduzido ao lugar onde foi morto, o Beato Gaietà rezou as palavras do Te Deum, o antigo hino que termina com as palavras: “Em Vós esperamos”.

Do Beato Antoni, dizem as testemunhas que, para proteger a Eucaristia da profanação, tomou a píxide das mãos de um miliciano e distribuiu o pão consagrado aos presentes. Oferecendo-o ao seu filho mais novo, de cinco anos, disse: “Levam-te o teu pai terreno e eu confio-te ao Pai do Céu”.

Un sacerdote e um leigo assassinados em 1936

O Padre Gaietà era um sacerdote que tinha escolhido a humildade como hábito, dividia o seu tempo entre a oração, os idosos e os pobres, aos quais dava de comer saindo à procura dos que estavam em pior situação. Os milicianos o mataram pelas costas em 14 de agosto de 1936.

António Tort era um excelente ourives e um católico fervoroso, marido e pai de 13 filhos. Levava a Eucaristia aos que não a podiam receber. Aos domingos de manhã, fazia a barba aos tuberculosos do Hospital de São Lázaro e, à tarde, dava aulas de catequese na paróquia. A sua “culpa”, no meio da guerra civil e do ódio anti-cristão, foi dar hospitalidade ao seu bispo e a quatro freiras.

 

 

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

23 novembro 2024, 13:48
FONTE: VATICAN NEWS

"CAMINHO PARA A PAZ" DOS JOVENS DA COREIA DO NORTE E DO SUL

 IGREJA

“Caminho para a paz” dos jovens da Coreia do Norte e do Sul

O ano de 2025 será um ano muito significativo, pois celebra o 80º aniversário da libertação e o 80º aniversário da divisão da Península Coreana; será também o 30º aniversário de fundação da "Comissão para a Reconciliação da Coreia" e o 10º aniversário do Instituto para a Partilha da Paz.

Vatican News

"Ttiattmeori", palavra coreana que significa "amor e amizade entre irmãos e irmãs", é o nome de uma organização na qual jovens norte-coreanos, que fugiram do país, e jovens sul-coreanos se reúnem para dialogar, construir amizades e até partilhar sua fé.

"Ttiattmeori" é dirigida por uma Congregação religiosa, chamada "Beatos mártires coreanos", cujo objetivo é ajudar os jovens norte-coreanos a se integrar e se estabelecer no Sul. O grupo organizou um especial "Concerto pela Paz" e um encontro público de diálogo, durante o qual os jovens norte-coreanos puderam contar suas histórias, “com o coração aberto”, e ouvir outros jovens mediante uma conversa autêntica. Com efeito, disseram: “Fazer a experiência da fé e manter a unidade espiritual juntos é, para nós, de grande serventia para um maior entrosamento na sociedade sul-coreana”.

O profundo diálogo entre os jovens foi um dos momentos importantes do “Fórum de Partilha da Paz da Península Coreana 2024”: um dia de reflexão e debate organizado, nos últimos dias, pela “Comissão de Reconciliação Coreana” da Arquidiocese de Seul. Participaram do Fórum, que se realiza todos os anos, o Arcebispo de Seul, Peter Soon-taick Chung, e Dom Giovanni Gaspari, Núncio Apostólico do Vaticano na Coreia, além de vários embaixadores e diplomatas.

No seu discurso de abertura, Dom Peter Soon-taick Chung, que também é Administrador Apostólico de Pyongyang, delineou o tema do Fórum, “Caminho para a Paz”: “Este caminho pode parecer longo e árduo, mas não devemos perder a esperança. Espero suscitar a esperança mediante a reflexão sobre o papel da Igreja e as diversas formas de solidariedade pela paz na península coreana e no mundo”.

Por sua vez, o Núncio Apostólico na Coreia, Dom Giovanni Gaspari, citou a Encíclica do Papa Francisco, “Fratelli Tutti” (271), segundo a qual “as religiões têm o dever de oferecer uma significativa contribuição para a construção da fraternidade e a defesa da justiça na sociedade”. E acrescentou: “A fraternidade é uma alternativa à guerra, outro horizonte possível. Este caminho deve ser percorrido juntos, homens e mulheres da terra, cristãos e não cristãos, por um mundo pacífico”.

Heinz-Gerhard Justenhoven, teólogo leigo alemão, foi convidado a intervir no encontro. De fato, explicou o valor da “reconciliação” como pré-requisito para a unificação alemã. Ele tratou também do papel da Igreja Católica, fazendo a seguinte observação: “A oração pela paz foi crucial para a unificação alemã”.

Agora, após o nono ano consecutivo, o Fórum pretende responder ao apelo da Igreja para promover a paz na Península Coreana. Por isso, o Institute for Peace-Sharing (Instituto para a Partilha da Paz), organização fundada pela "Comissão para a Reconciliação da Coreia", apresentou dois projetos. Yiseul Seraphina Choi, membro da “Thomas Society”, grupo de pesquisas, formado por jovens católicos, afiliados ao Institute for Peace-Sharing, destacou a importância de propagar os ensinamentos da Igreja na sociedade civil coreana, ou seja, entre todos os cidadãos; falou ainda sobre a função específica do clero católico como “ponte e antena” para a sensibilização das consciências. O grupo de investigadores entrevistaram cerca de 5.700 sacerdotes coreanos sobre as suas atitudes em relação à paz e à reconciliação: 82% concordou sobre a necessidade de unificação, percentagem muito superior à taxa de resposta do público em geral (43%) ou dos fiéis católicos (49%).

O ano de 2025, segundo uma nota do Institute for Peace-Sharing, será um ano muito significativo, pois celebra o 80º aniversário da libertação e o 80º aniversário da divisão da Península Coreana; será também o 30º aniversário de fundação da "Comissão para a Reconciliação da Coreia" e o 10º aniversário do Instituto para a Partilha da Paz.

A edição do Fórum do próximo ano será, portanto, particularmente significativa. Como contribuição para o evento, a Thomas Society desenvolverá um programa para partilhar reflexões sobre o papel específico da juventude para a construção da paz na Península Coreana, em vista da Jornada Mundial da Juventude, que se realizará em Seul, em 2027.

(Agência Fides)

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

23 novembro 2024, 09:51
FONTE: VATICAN NEWS

PAPA VISITARÁ A CÓRSEGA NO PRÓXIMO DIA 15 DE DEZEMBRO

 PAPA

Papa visitará a Córsega no próximo dia 15 de dezembro

A viagem de um dia foi anunciada este sábado pela Sala de Imprensa da Santa Sé. Trata-se da última peregrinação deste ano de 2024, em que visitou Indonésia, Papua Nova Guiné, Timor-Leste, Singapura, Luxemburgo e Bélgica.

Vatican News

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, afirmou que o Papa aceitou o convite das autoridades civis e eclesiásticas para visitar a Córsega em 15 de dezembro próximo, por ocasião do encerramento do Congresso "A religiosidade popular no Mediterrâneo".

O lema da viagem é inspirada no versículo 38 do capítulo décimo dos Atos dos Apóstolos: "Jesus passa fazendo o bem". Esta expressão, aplicada ao evento, recorda que o Papa visita a Igreja na Córsica como o Pastor que passa em meio ao seu povo.

A ilha localizada acima da Sardenha, no mar Tirreno, faz parte da França desde 1768, mas nunca recebeu a visita de um Pontífice.

Francisco transcorrerá o dia em Ajaccio, capital da ilha, onde a diocese organiza o Congresso nos dias 14 e 15 de dezembro. Seu anfitrião será o cardeal François-Xavier Bustillo. De acordo com o programa, a primeira etapa será justamente a sessão conclusiva do evento no "Palais des Congrès et d’Exposition d’Ajaccio”, com discurso do Pontífice.  

Na sequência, na Catedral de Santa Maria Assunta, o proncunciará uma alocução antes de rezar o Angelus com os bispos, os sacerdotes, os diáconos, os consagrados e as consagradas e os seminaristas. 

Na parte da tarde, o Papa celebrará a Santa Missa no “Place d’Austerlitz”. O último evento antes de regressas a Roma será o encontro com o presidente da República no aeroporto internacional de Ajaccio. 

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

23 novembro 2024, 12:00 
FONTE: VATICAN NEWS

PAPA: CUIDAR DAS RELAÇÕES FAMILIARES, "REMÉDIO" PARA O CORPO E A ALMA

 PAPA

Papa: cuidar das relações familiares, "remédio" para o corpo e a alma

Em audiência conjunta no Vaticano, Francisco recebeu pescadores provenientes de várias partes da Itália e participantes de Congresso promovido pela Conferência Episcopal Italiana sobre os Serviços de Saúde nacionais europeus.

Vatican News

Pesca e saúde foram o tema de uma única audiência realizada na manhã deste sábado na Sala Paulo VI.

Ali estavam presentes os responsáveis pelo Apostolado do Mar na Itália, representando os pescadores e seus sindicatos, e os participantes de um Congresso internacional sobre Universalidade e sustentabilidade dos Serviços de Saúde na Europa.

No dia 21 de novembro, celebrou-se o Dia Mundial da Pesca, uma atividade antiquíssima, recordou Francisco, ligada inclusive com o início da Igreja, confiada por Cristo a Pedro, que era pescador na Galileia. Como outrora, esta vive hoje inúmeras dificuldades e o Papa então sugeriu algumas reflexões sobre a missão e o valor desta profissão.

No Evangelho, os pescadores encarnam a constância na fadiga. E é exatamente assim, afirmou o Pontífice: um trabalho duro que requer sacrifício e tenacidade diante dos desafios da renovação geracional, dos custos em crescimento, da burocracia que sufoca e da concorrência desleal das multinacionais.

Isso não só não desencoraja os pescadores, mas alimenta outra característica: a unidade. No mar não se vai só, disse o Papa. Para lançar as redes é necessário trabalhar juntos. Deste modo, a pesca se torna uma escola de vida. “Caros mulheres e homens do mar, do Céu os ajude seu padroeiro, São Francisco de Paula.”

Cuidar de quem cuida

O trabalho conjunto é também característica do segundo grupo presente na Sala Paulo VI, que analisa os sistemas de saúde na Europa. Francisco indicou a eles dois pontos de reflexão.

O primeiro é cuidar de quem cuida. Ou seja, não se esquecer que as pessoas que trabalham neste setor também precisam de cuidados, já que devem enfrentar turnos extenuantes em meio às dores dos pacientes. Cuidem uns dos outros, recomendou o Papa.

O segundo aspecto é a compaixão aos últimos. Ninguém pode ser marginalizado a ponto de não poder ser curado. Citando a obra de figuras como São João de Deus, São José Moscati e Madre Teresa de Calcutá, o convite de Francisco é para que ninguém seja abandonado dentro dos sistemas de saúde. Eis o caminho: estar unidos na solidão para que ninguém esteja só na dor.

Por fim, uma mensagem aos dois grupos presentes com seus familiares: “Cuidem das relações em família. Elas são o remédio seja para os sãos, seja para os doentes. O isolamento e o individualismo, com efeito, abrem as portas para a perda da esperança e isso faz adoecer a alma e com frequência também o corpo”.

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

23 novembro 2024, 12:05
FONTE: VATICAN NEWS

PASTORAL DA PESSOA IDOSA COMPLETA 20 ANOS

 IGREJA

Pastoral da Pessoa Idosa completa 20 anos

Grande festa em Curitiba reuniu mais de 3.000 líderes voluntários de todo o Brasil para celebrar essa missão de amor.

Por Rubhia Rymsza Morais Antunes

No dia 16 de novembro, Curitiba (PR) foi palco de uma grande celebração pelos 20 anos da Pastoral da Pessoa Idosa (PPI). O evento reuniu mais de 3.000 líderes voluntários de diversas regiões do Brasil, celebrando uma caminhada de dedicação e solidariedade que já resultou em mais de 18 milhões de visitas domiciliares a pessoas idosas em situação de vulnerabilidade. Fundada pela Dra. Zilda Arns, a PPI é um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Com a atuação de 20 mil líderes voluntários, a pastoral realiza mensalmente visitas a 100 mil pessoas idosas, promovendo dignidade, saúde e qualidade de vida.

Homenagens e espiritualidade

O evento começou com a chegada das caravanas de todo o país e foi marcado por momentos de espiritualidade e celebração. Entre as surpresas da manhã, destacou-se a presença de Dom Pedro Fedalto, arcebispo emérito de Curitiba, na Santa Missa, que, aos 98 anos, emocionou os presentes. A celebração eucarística, presidida por Dom José Antonio Peruzzo, presidente da PPI, trouxe uma reflexão profunda sobre o cuidado e a ternura no serviço aos idosos. Em sua homilia, Dom Peruzzo ressaltou: “Não é possível evangelizar sem ternura! A todos vocês que ajudam na Pastoral da Pessoa Idosa, um dia Deus lhes dará um profundo abraço de gratidão.” Outro momento de grande emoção foi a leitura de uma carta enviada pelo Cardeal Pietro Parolin, que trouxe uma bênção especial do Papa Francisco para os voluntários: “Que esta celebração seja um marco de uma verdadeira ‘cultura do encontro’ e da ‘solidariedade’, promovendo a inclusão das pessoas idosas na vida comunitária.”

Show e motivação

Após a missa, Padre Reginaldo Manzotti, embaixador da PPI desde 2015, encantou a plateia com um show repleto de espiritualidade e mensagens de fé. Durante diversos momentos de sua apresentação, ele enfatizou a importância de ampliar o trabalho da pastoral: “O Brasil está envelhecendo, e precisamos de mais líderes para que nenhum idoso se sinta sozinho.” Novidades e surpresas A grande surpresa, tão aguardada pelos voluntários, foi revelada no momento final da festa. Antes do tradicional canto de parabéns, Sandra Michellim, coordenadora nacional da PPI, anunciou o lançamento da nova edição do Guia do Líder. Após 10 anos, o material — essencial para as visitas domiciliares — está passando por uma atualização para fortalecer ainda mais o trabalho dos voluntários na missão de acompanhar as pessoas idosas. O anúncio foi recebido com entusiasmo, coroando a celebração com um clima de esperança e renovação. Ao final, todos se uniram em uma calorosa comemoração pelos 20 anos de conquistas.

Depoimentos emocionantes

O evento também foi marcado por depoimentos inspiradores. Irmã Terezinha Tortelli, uma das fundadoras, refletiu sobre o futuro da pastoral: “Nosso desejo é que a PPI continue crescendo, acompanhando todos que envelhecem, pois o Brasil está envelhecendo rapidamente.” Sandra Michellim, por sua vez, compartilhou sua motivação contínua: “Eu ainda faço visitas às 14 pessoas idosas que acompanho. É por elas que encontro força e coragem para continuar nesta missão.”

Uma missão que transforma vidas

A Pastoral da Pessoa Idosa segue firme em sua missão de promover a dignidade e os direitos das pessoas idosas, sempre inspirada pelos valores cristãos e pelo comprometimento de seus milhares de voluntários espalhados por todo o Brasil.

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

23 novembro 2024, 09:38
FONTE: Por Rubhia Rymsza Morais Antunes