sábado, 23 de novembro de 2024

"ILLUMINAIRE" : CONFERÊNCIA SOBRE FÉ E NOVAS TECNOLOGIAS

 VATICANO

"Illuminaire": conferência sobre fé e novas tecnologias

"A questão é saber se e como o desenvolvimento da inteligência artificial na comunicação pode ajudar-nos a tornarmo-nos mais humanos": esta é a proposta de reflexão do prefeito do Dicastério para a Comunicação, Dr. Paolo Ruffini, que participa de evento na Índia

Vatican News

Promover um uso responsável da tecnologia, das redes sociais e da inteligência artificial para servir a missão da Igreja na era digital: este é o principal objetivo do "Illuminaire Nurturing Digital Stewardship", uma conferência dedicada a sacerdotes, religiosos e membros da vida consagrada que se realiza nos dias 23 e 24 de novembro em Bangalore, na Índia.

Organizada pelo Dicastério para a Comunicação do Vaticano, em colaboração com os Salesianos e algumas instituições católicas indianas, a iniciativa reúne cerca de trezentas pessoas que levarão a sua experiência em matéria de fé e de informação.

Entre os palestrantes, estão o Prefeito do Dicastério para a Comunicação, Dr. Paolo Ruffini - que há dois meses inaugurou o site “Iluminaire”, e Nataša Govekar, responsável pela direção teológico-pastoral do mesmo dicastério.

Em seu pronunciamento, Dr. Ruffini propôs aos presentes a seguinte reflexão:

"Seremos hoje capazes de contar histórias? Seremos capazes de nos aproximar deste crescimento exponencial e extraordinariamente útil - mas ao mesmo tempo potencialmente assustadoramente perigoso - dos sistemas de inteligência artificial sem perder a nossa humanidade e, de fato, sem nos tornarmos mais maduros como seres humanos? A questão é saber se e como o desenvolvimento da inteligência artificial na comunicação pode ajudar-nos a tornarmo-nos mais humanos ou empurrar-nos para a degradação da nossa humanidade. E também como é que vai tornar as relações entre as pessoas mais fortes e verdadeiras e as comunidades mais coesas, e como é que vai aumentar a solidão dos já solitários, privando cada um de nós do calor que só a verdadeira comunicação pode oferecer. A questão é saber se o objetivo final é permitir uma vida cada vez mais plena a cada ser humano, ou se, pelo contrário, se tornou uma reivindicação de uniformização, normalização e controlo da irrepetibilidade de cada história."

Leia aqui o texto do Dr. Paolo Ruffini.

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23 novembro 2024, 15:08
FONTE: VATICAN NEWS

COMISSÃO PARA O LAICATO MOTIVA CELEBRAÇÃO DO DIA NACIONAL DOS CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS, NO PRÓXIMO DOMINGO

 

COMISSÃO PARA O LAICATO MOTIVA CELEBRAÇÃO DO DIA NACIONAL DOS CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS, NO PRÓXIMO DOMINGO

O Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas será celebrado no próximo domingo, 24 de novembro, Solenidade de Cristo Rei. O bispo de Araguaína (TO) e presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Giovane Pereira de Melo, gravou uma mensagem com a motivação para que a data seja celebrada numa perspectiva sinodal.

“Participe da sua comunidade, celebre esse dia bonito, Solenidade de Cristo Rei, celebrando os cristãos leigos e leigas numa caminhada sinodal!”, disse dom Giovane.

Confira o vídeo:

 

Neste ano, a celebração proposta pelo Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) traz a motivação bíblica “Façam tudo com amor!” (1Cor 16,14) e está relacionada com a celebração do Jubileu da Esperança, que terá início no próximo mês, e com a celebração dos 50 anos do organismo que reúne os cristãos leigos e leigas do Brasil.

“A celebração do Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas deste ano nos coloca no caminho do Jubileu da Esperança, proclamado pelo Papa Francisco para 2025. Somos peregrinos de esperança, e este tema é central na vida cristã. Sem a esperança, com certeza muitos cristãos leigos e leigas não teriam forças para enfrentar os desafios pessoais, sociais, políticos e eclesiais que encontramos pelo caminho e, muitas vezes, nos desmotivam e desanimam”, motivou a presidente do CNLB, Sônia Gomes de Oliveira.

Para auxiliar nas celebrações, foi oferecido material especial para reflexão e celebração, além de materiais visuais prontos para impressão e download. O conteúdo convida os leigos a refletirem sobre o Jubileu da Esperança, convocado pelo Papa Francisco para 2025.

“A cartilha reforça nossa missão: como cristãos leigos, somos sinais vivos do Reino de Deus nas diferentes realidades do mundo. O material convida os leigos a dar testemunho dessa Boa Notícia que é Cristo e a participar ativamente da sinodalidade da Igreja, vivendo o carisma e a missão cristã de forma corresponsável”, explicou Sônia.

Acesse aqui o material completo

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NIGÉRIA: DOM NWACHUWU ORDENA 4O NOVOS DIÁCONOS

 IGREJA

Nigéria: Dom Nwachukwu ordena 40 novos diáconos

Ao longo dos seus 100 anos de história, o Seminário Bigard Memorial formou 4 Cardeais, 14 Arcebispos e 37 Bispos, bem como numerosos sacerdotes que trabalham em várias partes do mundo.

Vatican News

Em clima de grande festa, a cidade de Enugu, na Nigéria, celebra o centenário do “Bigard Memorial Seminary”, um seminário importante para a formação dos sacerdotes nigerianos. Fundado há 100 anos, o Seminário recebeu o nome de Jeanne Bigard, cofundadora da Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo, criada para ajudar na formação de seminaristas e sacerdotes em terras de missão.

Atualmente, 780 seminaristas estudam filosofia e teologia nas salas de aula do Seminário, que continua assim a contribuir para a formação de novos sacerdotes na Igreja da Nigéria.

Ao longo dos seus 100 anos de história, o Seminário Bigard Memorial formou 4 Cardeais, 14 Arcebispos e 37 Bispos, bem como numerosos sacerdotes que trabalham em várias partes do mundo. Entre eles destaca-se o Arcebispo Fortunatus Nwachukwu, atual Secretário do Dicastério para a Evangelização, Primeira Evangelização e Novas Igrejas Particulares, que se formou em Teologia.

Durante a solene celebração Eucarística, presidida nesta quinta-feira, 21 de novembro, pelo Arcebispo Nwachukwu, na igreja do Bigard Memorial Seminary, foram ordenados 40 novos diáconos. Em sua homilia, o Arcebispo recordou que estes diáconos são “frutos do bom trabalho” do Seminário. O ministério diaconal, afirmou ainda, é “um serviço, que encontra suas raízes na Bíblia”. No Antigo Testamento, no livro dos Números, lemos: “O serviço do altar foi confiado aos filhos de Levi”. Por sua vez, no Novo Testamento, o livro dos Atos dos Apóstolos “narra a origem de um serviço, semelhante nos primórdios da Igreja”.

No entanto, “ao contrário dos levitas, Estêvão e seus companheiros não se tornaram diáconos por genealogia humana. Eles foram eleitos, ou seja, escolhidos por Deus, em resposta às denúncias de discriminação, com base na origem étnica no interior da Igreja”.

Essa passagem se encontra no capítulo 6 dos Atos dos Apóstolos: “Naqueles dias, como crescesse o número dos discípulos, houve queixas dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas teriam sido negligenciadas na distribuição diária. Por isso, os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus, para administrar. Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos este ofício. Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra. Este parecer agradou a toda a reunião. Escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos aos apóstolos, e estes, orando, impuseram-lhes as mãos”.

“Vocês também – sublinhou o Arcebispo Nwachukwu – serão enviados a uma Igreja e a um mundo, que ainda hoje enfrenta desafios semelhantes de preconceito e discriminação, com base nas origens ou afiliações étnicas, tribais ou raciais. Por isso, exorto-os a recordar as palavras que o Papa Francisco dirigiu, no último dia 25 de março, aos sacerdotes e religiosos nigerianos, em Roma, quando os convidou a “adotar o estilo de proximidade, compaixão e ternura do amor de Deus”.

“Também vocês – acrescentou ainda Dom Nwachukwu – como Estêvão e seus companheiros são elevados, pela ordenação diaconal, a um patamar, onde vocês não são definidos pela sua ascendência étnica ou genealógica, como os Levitas, mas por escolha de Deus. Mais tarde, a sua ordenação sacerdotal, segundo a ordem de Melquisedeque, que não possuía genealogia humana, tornará esta nova identidade bem mais definida”.

Para o Arcebispo, “um diácono eleito e ordenado, como Estêvão e seus companheiros, e um sacerdote ordenado segundo a nova ordem de Melquisedeque, não pode mais pensar ou agir segundo a sua própria genealogia humana. Ele se torna, por assim dizer, desenraizado da terra e elevado pelo vento do Espírito. Cristo é o modelo de vocês”. “Recomendo-lhes, portanto, - concluiu o Arcebispo aos novos Diáconos - a viver uma vida digna da vocação à qual foram chamados, com humildade, mansidão e paciência”.

(Agência Fides 21.11.24)

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23 novembro 2024, 09:44
FONTE: VATICAN NEWS